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Indicadores para o Mercado da Construção Civil no 1º semestre 2018

Entenda mais sobre o  cenário econômico para este ano.

 

 

O ano de 2017 deve fechar com crescimento do PIB (1,1%). Explicado predominantemente pela expansão da agropecuária, consumo privado, exportações e estoques pelo lado da demanda. A forte queda da inflação, que deve encerrar 2017 abaixo de 3%, e a taxa básica de juros, que atingiu 7% ao ano no início de dezembro (menor patamar histórico) e que aponta para uma perspectiva de uma nova redução no início de 2018.

 

Também temos uma recuperação do setor industrial que ocorre desde o final de 2016, tendo acelerado em outubro, na comparação interanual da média móvel trimestral, para 3,8%. E com uma Produção Industrial estimada que em novembro a produção tivesse crescido 0,3% em relação a outubro e 4,0% contra novembro do ano passado.

 

Pelo lado da demanda, o consumo voltou a exibir dinamismo, crescendo 2,2% frente ao terceiro trimestre de 2016. Sendo o segundo trimestre consecutivo com taxa crescente. Os motivos dessa reação envolvem a recuperação do mercado de trabalho(taxa de desemprego caiu de 13,7%, no primeiro trimestre de 2017, para 12,2%); a retomada, ainda que tímida, da oferta de crédito às famílias.

 

O outro pilar da recuperação tem sido o mercado de crédito, pios existe uma expectativa de que o mercado creditício reaja à queda dos juros vivenciada. Junto com a redução da inadimplência e à abertura de espaço no orçamento das famílias para contrair novas dívidas, já que a recessão gerou um forte processo de redução de endividamento.

 

A perspectiva da economia brasileira sinaliza para retomada somada ao ambiente externo permanece favorável, com o crescimento entre as economias desenvolvidas, e as emergentes, o que tem resultado em expansão do comércio internacional a taxas bem mais elevadas do que as que prevaleceram até 2016.

 

Já a construção civil sente esses reflexos e cresceu 0,2% ante setembro e 0,3% em relação a outubro do ano passado  a primeira variação positiva nessa comparação desde o final de 2013.

Porém, apesar de representar um esboço de uma reação perante a situação vivenciada, já que a construção manteve-se praticamente estável no trimestre móvel terminado em outubro (alta 0,2%), mas ainda cai 3,1% frente ao mesmo período de 2016 – de acordo com os dados do Indicador IPEA Mensal de FBCF.

 

Pois, a construção vivenciou um acúmulo de produto e tem tentando “digerir” o estoque de imóveis herdado do período de explosão do setor. Enquanto que, na construção pesada, as obras de infraestrutura ainda aguardam sinais ante ao quadro político e pelo envolvimento na operação Lava Jato.

 

 

 

O mercado da construção civil e imobiliário que vivencia uma situação mais delicada motivada pelo acúmulo de imóveis, deixa o setor a mercê da continuidade do atual processo de recuperação da economia brasileira, que deve ter um bom reflexo principalmente frente a disponibilidade crescente de crédito, porém fica ainda suscetível  das incertezas de natureza política, principalmente 2018 ano eleitoral.

 

ONTE: Carta de conjuntura - http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura

 

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